domingo, 25 de junho de 2017

2011 – Você é o Próximo (Adam Wingard, EUA) ***1/2 (3.5)


 photo youarenext04_zpsh8kzonsp.jpg


Assumindo-se como um Slash Movie desde o princípio, Você é o Próximo é tenso, violento e como de costume extremamente simples. Não procura ser mais nem menos do que se propõe, ou seja, também não traz nenhuma novidade ao gênero, apenas é muito bem conduzido. Contando a história de um casal que chama seus filhos e seus genros para comemorar seu aniversário de 35 anos de casados, mas obviamente as coisas não vão dar nada certo.

Primeiramente, pelo fato de que jantares em família quase sempre são problemáticos, não é à toa que se tem uma série de filmes sobre como a necessidade da discussão surge no momento da alimentação. Talvez por ser um ato extremamente primitivo e instintivo animal, por mais que a sociedade o tenha revestido com diversos adornos, como pratos elegantes, garfos e faca, etc. Em segundo lugar, pois o início do filme já apresenta os assassinos, como uma premissa para a realização da carnificina, ou como um episódio de uma série de TV, lembrando bastante o seriado da CW, Supernatural, já que não há violência explícita, só se vê o sangue jorrando na janela. Então, existe sempre uma tensão para que o sangue comece a escorrer e simplesmente acontece bem rápido. A grande diversão desse filme se encontra em mostrar como os personagens reagem de forma diferente ao acontecimento, quais suas artimanhas para enfrentar o ataque. Sem contar à maneira que subverte a situação usual de presa e predador, já que os assassinos se vestem com máscaras de animais, e a família rica já reveste uma máscara social colada à sua própria existência, demasiadamente humana. As mortes são criativas, e muitas vezes surpreendentes.                                                                                  

O único problema do filme é a insistência de alguns diálogos que apesar de muitas vezes não revelarem a situação final, acabam por torna-las extremamente fáceis de dedução e ainda conseguem tornar mais ridícula a situação atual. Em contrapartida, as atuações estão todas bem organizadas em cena, conseguem trazer o espectador às situações do filme de diversas maneiras. Até mesmo pelo fato de fazer os espectadores se animarem com um banho de sangue, assim como os personagens, a princípios parecem receosos em matar, mas a raiva de alguns se torna tão grande que ultrapassa a sobrevivência. O diretor também faz um ótimo uso do cenário, uma casa grande, podendo dispor seus personagens pelos dois andares e por situações muito diferentes em um único lugar, criando uma sensação de claustrofobia, mas longe de se repetir. 

Portanto, Wingard, produziu um filme que diverte e que se insere de cabeça em seu gênero. Busca o medo do público e principalmente um engajamento para com o movimento de seus personagens. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário